História
Reggae Autoral da Chapada Diamantina
Somos a Conexão Ponte Velha, banda familiar de reggae autoral formada por Gustavo Rocha e seus filhos Maria, Kalu e Maná. Hoje, vivemos na zona rural de Palmeiras, na Chapada Diamantina, Bahia.

Dessa forma, nossa música une as raízes do reggae jamaicano, os ritmos brasileiros e as histórias do território onde crescemos como família e como banda.
Da Cidade para a Montanha
Em 2009, nossa família deixou São Paulo para morar na Volta da Serra, um povoado rural do município de Palmeiras. Entre montanhas, rios e vida comunitária, a música ganhou o centro da nossa rotina. Assim, o aprendizado em casa, guiado por Gustavo, somou-se a anos de ensaios, estudo e prática dos instrumentos.
Em 2021, essa convivência musical tomou forma como Conexão Ponte Velha. Dessa união, veio a sintonia no palco, enquanto a disciplina e o trabalho diário deram consistência às nossas composições autorais.


Nome e o símbolo
O nome Conexão Ponte Velha faz referência a um lugar de encontro histórico no Rio Preto, na zona rural de Palmeiras. No passado, ali ficava a antiga travessia de madeira usada pelos tropeiros entre o Vale do Capão e a Volta da Serra, no interior da Bahia.
Embora a ponte de madeira não exista mais, o local preserva o nome de Ponte Velha e abriga um poço de águas limpas onde a comunidade se reúne. Para nós, ela representa uma travessia entre passado e presente, aproximando a cultura popular brasileira e o reggae.
Acreditamos na música como uma ponte entre pessoas, lugares e gerações. Essa ideia está no nosso nome porque também orienta o que criamos e a maneira como encontramos o público..
Território e a Vida Comunitária
A Chapada Diamantina é o lugar onde vivemos e de onde vêm muitas das nossas canções. Na verdade, o cotidiano da região aparece na música de formas concretas:
- Feira de Palmeiras: É ponto de encontro e expressão da cultura popular local. Além disso, também dá nome a uma das nossas canções.
- Resistir é um dever: Está ligada à mobilização comunitária pela preservação ambiental. De fato, essa luta está presente em “Resistir é um Dever”.
- Ponte Velha: Canção que se tornou nosso hino e selou o lema oficial da banda “Som, montanha e resistência”. Em suma, a música exalta a força das águas do Rio Preto, a energia da Volta da Serra e a voz da consciência que ecoa da Chapada para o mundo.
Afinal, é dessa vivência na roça que vem nossa vontade de acolher, celebrar a vida em comunidade e cantar pela defesa do lugar que chamamos de casa.

O Som e as Influências do nosso Reggae Autoral
Nosso som parte do reggae jamaicano e encontra a cultura popular brasileira e as harmonias da MPB. Como resultado, essas influências aparecem nos ritmos, nos arranjos e nas letras:
- Reggae Roots, Nyabinghi, Ska e Dub: A cadência do one drop, o baixo marcante, a pulsação dos tambores, os acentos do ska e os efeitos de dub compõem a base da nossa sonoridade.
- Ritmos Brasileiros: Do mesmo modo, o afoxé, o ijexá, o samba de roda, o maracatu e o forró pé de serra entram em diálogo com o reggae a partir da nossa vivência musical na Bahia.
- MPB e Composição Autoral: Além disso, as harmonias do violão e o cuidado com as letras dão forma a canções sobre a vida simples, a natureza, os afetos e as lutas da nossa gente.
Finalmente, em nosso álbum de estreia, Da Chapada para o Mundo, lançado em 2026, reunimos essas referências em músicas nascidas da nossa experiência na Chapada Diamantina. Dessa forma, sob o lema “Som, montanha e resistência”, levamos ao palco um show dançante, feito com estudo e conectado às nossas raízes.
